Sem dúvida você já deve ter ido a um museu ou ter visitado a uma galeria com obras de arte. Cada quadro que você viu era uma obra de arte única. O espaço está cheio dessas obras de arte. Elas são as nebulosas. Nebulosas (do latim “neblina”) são nuvens de poeira interestelar, gás hidrogênio e plasma. Segundo os naturalistas, é o primeiro estágio do ciclo de vida de uma estrela. Uma das nebulosas mais conhecidas e a Nebulosa Eagle (Águia), M16. No início do Século XX, devido a baixa resolução dos telescópios da época, os astrônomos acreditavam que os objetos que nós chamamos hoje de galáxias eram apenas nebulosas. Por exemplo, a galáxia de Andrômeda é considerada uma nebulosa. Muitas nebulosas são formadas pelo colapso gravitacional de gases (difusos) no meio interestelar. Outras são formadas pela explosão de uma estrela (uma supernova). Ainda a ciência sabe muito pouco a respeito dessas obras de arte. Existem várias classificações de nebulosas: planetária, escura, de reflexão e de emissão. Uma das mais conhecidas e estudadas é a planetária. Uma nebulosa planetária é um objecto astronômico que é constituido por um invólucro brilhante de gases e plasma, formado por certos tipos de estrelas no período final do seu ciclo de vida. Não estão de todo relacionadas com planetas; o seu nome é originário de uma suposta similitude de aparência com planetas gigantes gasosos. Existem cerca de 1.500 destes objectos na nossa galáxia. Uma nebulosa escura é uma grande nuvem molecular, as quais se apresentam como regiões pobres em estrelas onde a poeira do meio interestelar parece estar concentradas. Nebulosas escuras podem ser vistas quando elas obscurecem parte de uma nebulosa de reflexão ou uma emissão (por exemplo a nebulosa cabeça de cavalo) ou se elas bloqueiam estrelas de fundo (por exemplo a Nebulosa saco de carvão). As maiores nebulosas escuras são visíveis a olho nu, elas aparecem como caminhos escuros contra o fundo brilhante da Via Láctea. As nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas. Elas não são quentes o suficiente para provocar a ionização no gás da nebulosa como as nebulosas de emissão, mas são brilhantes o suficiente para tornarem o gás visível. As nebulosas de emissão são as mais comuns. Sua característica principal é que elas emitem luz própria, devido os gases superaquecidos. A M16 é uma nebulosa de emissão. Uma das fotos mais conhecidas da NASA, conhecida como “os pilares da criação”, é um exemplo de nebulosa de emissão. Independente do tipo, da beleza dessas estruturas no espaço, do seu tamanho e do colorido que elas apresentam, cada uma delas é uma verdadeira obra de arte, digna da nossa admiração.
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